brisa
com a brisa que áspera e vorazmente
me beija o rosto, chegaste.
mas como a brisa que abraça e não mais volta,
foste e não regressaste
ei-lo, o tempo.
todo o tempo. ó,
quanto desse tempo
não fora ele insuficiente?
todo esse tempo, como a brisa
que áspera e vorazmente grita
permanece, agora, silenciado
e eu que nunca fui
de calar o barulho
permaneço, agora, sossegada
e que este silêncio
e este sossego
assim se espalhem em mim,
que me consumam infimamente
desalento por
tanto do tempo,
que dediquei a aprender
a amar
amargamente
amei brevemente,
o amor voa com a brisa
áspera e vorazmente,
desse amor já nada se manifesta.
e agora nada me resta.
Uauauau ❤️❤️❤️❤️
ResponderEliminar